NOSSO MOTIVO PRA SORRIR

    Tão feliz em receber o texto da Ingrid. Tão feliz em hoje, no dia Internacional da Síndrome de Down, ter um relato feliz sobre uma condição genética que traz seres incrivelmente iluminados para nosso convívio. Obrigada Ingrid, querida, por dividir seus motivos pra sorrir conosco.

     Por nove meses sonhamos com o bebê perfeito, idealizamos tudo o que queríamos no nosso filho e quando nosso Lele nasceu, fomos surpreendidos com as características da síndrome de Down. Ficamos com muito medo, eu fiquei muito triste, e sem entender,   pois nossos exames estavam perfeitos, nada tinha sido diagnosticado, cheguei a pensar que havia um erro médico, mas de fato o Lele apresentava tudo dentro do padrão, nenhuma alteração. 

       E foi no meio de muito choro, medo, insegurança, que eu passei conhecer melhor a síndrome de Down, me reergui com muita ajuda do meu marido, estudei muito, adquiri conhecimento, antes mesmo de ter o diagnóstico confirmado em mãos. Quando a geneticista confirmou, eu sorri, afinal eu me preparei para aquele  “sim, ele tem síndrome de Down” eu já o amava tanto, que nada mais iria mudar. 

      Com o tempo percebi que não era tão diferente assim, Lele mamava, dormia, chorava, interagia como qualquer criança, e com isso uma paz começou reinar em nosso lar, estávamos tranquilos.

      Procuramos médicos especializados que nos encaminharam para as terapias devidas, começamos sessões de fonoaudiologia, fisioterapia, terapia ocupacional. Tudo isso foi se tornando tão natural em nossa rotina, que por muitas vezes nos esquecemos da condição genética do nosso filho. Lele nos trouxe tanta alegria, tanta sabedoria que resolvi compartilhar tudo nas redes sociais através do 21 motivos para sorrir, mostrar que temos uma vida normal, com dificuldades como qualquer família, mas que com muito amor superamos e enfrentamos qualquer obstáculo! Pois se o conhecimento me deu uma nova visão, eu poderia passar tudo que aprendo para outras pessoas enxergarem também, aprender que a síndrome não é uma doença, não é um castigo. 

        O Lele é um menino muito alegre, daqueles que sai sorrindo após uma vacina, nos ensina o tempo todo que felicidade está nas coisas mais simples da vida, com ele aprendemos respeitar o tempo, curtir cada conquista, batalhar, não criar expectativas. Vivemos um dia de cada vez, sem pensar muito no futuro. 

       Todos os dias ele nos mostra o quanto é capaz, que ele não tem limitações, ele apenas tem o tempo dele e com o nosso incentivo ele sempre terá coragem para tentar. 

       Agradeço todos os dias por ele ter nos escolhido. 

Ingrid Câmara Barros -mãe do Lele e  idealizadora do 21 Motivos para sorrir.

Renata Chiarello

Oi, eu sou Renata Chiarello mãe da B. Uma mãe que alterna loucura e equilíbrio (afinal qual mãe não é assim, né?). Uma mãe que quer desvendar e mostrar o mundo. Uma mãe que descobre todos os dias, de diferentes formas, as maravilhas e dificuldades que a maternidade traz.

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