Mãe diabética, você é capaz!!!!

Nossa quanta emoção em ter esse depoimento aqui no blog na semana do dia das mães. A Alê é aquela amiga de longe que sempre está perto, carrego no coração. Sabe quase tudo da minha jornada até a maternidade e já trocamos muita figurinha sobre esse assunto antes mesmo da chegada dos nossos milagrinhos. Com coração cheio de amor ela dividiu com a gente sua linda história de fé e superação. Obrigada Alê e feliz nosso dia….a gente é mãeeeeeee.

 

Diabética, insulinodependente desde a juventude, a maternidade sempre foi colocada, como uma coisa distante e quase impossível, inclusive por alguns médicos. Por muitos anos deixei esse desejo de lado, e involuntariamente fui estabelecendo projetos. Entre eles estabilidade financeira, viagens a dois e anseios materiais, que na verdade me realizavam, porém não me completavam. Com o tempo esses projetos foram virando refúgios, que me bloqueavam, impediam de ao menos tentar, por acreditar realmente não ser capaz de ter uma gestação saudável e tranquila.

O tempo foi passando, os projetos foram acontecendo, até que em outubro de 2014 precisei ser hospitalizada devido a uma grave pneumonia, onde a minha vida correu um grande risco, e com esse grande susto, constatei o que já sabia, que a vida é um sopro e o dia para ser feliz é hoje, porque amanha pode  realmente não existir. Renasci com mais vontade de viver, decidida a aumentar a família e pronta para enfrentar todas as dificuldades que provavelmente viriam com essa minha decisão.

No inicio de 2015, casada há mais de 13 anos, comuniquei ao “maridão” a minha decisão, já que ele sempre me deixou muito à vontade para decidir qual seria o melhor momento, e  juntos fomos procurar apoio de profissionais capacitados para nos ajudar a concretizar o nosso “melhor projeto”.

A minha endocrinologista foi peça fundamental. Juntas, traçamos um novo ciclo no meu tratamento. Ela me explicou que a gravidez exigiria muito do meu corpo e haveria a necessidade de redobrar o controle, cuidar ainda mais da minha alimentação e as doses diárias de insulina aumentariam muito nesse período. Entretanto o mais importante que ela me disse foi:   “Estamos juntas e tudo vai dar certo”

 Assim “liberamos o caminho” (se é que me entendem… rsrs),  e não demorou muito para que o resultado acontecesse, trinta dias da consulta, e somente seis meses após ter vivido a pior experiência da minha vida, lá estávamos nós grávidos!

Todos os medos, as inseguranças, misturados com a enxurrada de hormônios, transformaram aquele momento em uma explosão de sentimentos e sensações  que fica  até  difícil de ser descrito com palavras.

 

Passada a turbulência inicial, fui me acalmando, os medos iniciais foram desaparecendo e uma grande certeza positiva foi se instalando no meu coração. Mais tranquila, consegui encontrar um obstetra especializado em gravidez de alto risco. Ele encarou o meu “problema” com naturalidade, orientando-me e transmitindo a segurança de que precisava para enfrentar o caminho tão desconhecido que é uma gravidez de alto risco.

Os dias foram passando e em todas as terças-feiras havia uma comemoração,  porque completava mais uma semana. Com a ajuda dos profissionais adequados, bastante controle, muitas doses de insulina e várias agulhadas por dia, a minha gravidez transcorreu dentro da normalidade. Trabalhei até a última semana, não tive nenhuma intercorrência, ganhei apenas nove quilos, e chegamos muito bem até a trigésima sétima semana, conforme a previsão inicial.

Em uma cesárea humanizada o nosso anjo Gabriel chegou: com três quilos e cento e noventa gramas, medindo quarenta e oito centímetros e meio, com o peso e tamanho considerado normal para a idade gestacional, quebrando a regra imposta de que todos bebes de  mães diabéticas nascem grandões, chorando muito e direto para o colinho da mamãe.

 

Após 3 dias de internação, fomos todos juntinhos para casa. Minha cirurgia foi muito tranquila e minha recuperação também, em alguns dias já estava ótima com a cicatrização perfeita, que nem parecia que eu tinha passado por uma cirurgia.

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E assim eu vivo, há um ano e três meses no mundo encantado do Gabriel, onde renasci e encontrei a minha melhor versão. E se posso deixar uma mensagem, é que nunca permita que alguém coloque limites em seus sonhos, procure a ajuda certa, tenha fé em Deus, muita disciplina e acredite que você é capaz!

Alessandra Varela, empresária e mãe do Gabriel.

 

 

Renata Chiarello

Oi, eu sou Renata Chiarello mãe da B. Uma mãe que alterna loucura e equilíbrio (afinal qual mãe não é assim, né?). Uma mãe que quer desvendar e mostrar o mundo. Uma mãe que descobre todos os dias, de diferentes formas, as maravilhas e dificuldades que a maternidade traz.

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4 Discussion to this post

  1. penha disse:

    Mulher gigante, passou por tudo com fé, apoio do céu. Te amo filha, e toda vez que te olho me sinto revigorada e com forças. Esse seu post com certeza fara muitos corações se alegrarem. Repito o que disse, “Não deixem ninguém impedir seus sonhos”

    • Nossa Penha, estou muito feliz pela coragem e singeleza da Alê em abrir toda sua história pra gente, pra mães que tanto precisam de ajuda.
      Vamos compartilhar o máximo esse post, esse link. Assim, mais mães terão acesso.
      Bjos e obrigada pela participação

  2. Ale Varela disse:

    Minha amiga, o prazer foi todo meu em poder contribuir com um pouquinho para esse lindo projeto, muito obrigada pelo espaço e o carinho de sempre.

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