AUTISMO: dificuldades e conquistas

Dificuldades e conquistas em tratar o Autismo mesmo sem diagnóstico, mas muito amor

Através da amiga Clarice uma das autoras do Blog Sisters & Mommies, conheci um pouco da super história do Ricardo, 36 anos, autista e da sua mãe Dalva Tabachi. Dalva é empresária e já escreveu dois livros sobre autismo baseados na sua experiência diária com o filho. Durante nossa conversa me emocionei várias vezes….que mãe forte, decidida, determinada. Acho que passaria um dia ouvindo e aprendendo com ela sobre dificuldades e conquistas.

Como ainda acontece Dalva demorou a ter o diagnóstico final de autismo do filho. Pra ser mais exata as desconfianças começaram aos 3 anos por conta do jeito diferente, isolado e ausência de fala do Ricardo e só foram atestadas como autismo aos 25 anos de idade do filho.

“se hoje o diagnóstico demora, imagina  30 anos atrás. Os profissionais de saúde falavam que ele tinha algo diferente mas não chegavam a denominar, não chegavam no autismo.”

Ela sabia que algo era diferente, Ricardo se comportava diferente dos demais filhos (são 4 homens) e então determinada, não parou de buscar. Pediatra, neurologista, psicóloga, fonoaudióloga, Dalva foi atrás de todos e mesmo sem diagnóstico definido começou a tratar o filho que até os 5 anos ainda não falava e estava com a  socialização  cada vez mais comprometida.

“em uma das sessões a fono experimentou ligar um gravador, e nada, nem um som. Até que ela desligou o gravador e o Ricardo soltou: liga!….pronto descobrimos que ele falava. Daí em diante os exercícios foram apresentar tudo a ele”

O tratamento de Ricardo não teve medicamentos, sempre baseado na estimulação e no amor. Os desafios para mantê-lo ativo e inserido na sociedade são diários, ainda tem muito preconceito e quando ele era criança além do preconceito também tinha muita falta de informação, de acordo com Dalva.

“os irmãos ajudaram muito…brincavam juntos e nas brincadeiras não faziam diferença..eram crianças e só….assim ele foi aprendendo a controlar também a força (era muito forte)”

Apesar de saber da dificuldade de ter autonomia, Dalva estimula Ricardo desde sempre. Ele foi pra escola regular, mas sempre teve também professora particular e hoje lê e escreve muito bem. Toca tamborim, violão e nada no flamengo. Olha que super!!!!

“sempre estimulei, ele lava louça, peço pra me fazer dormir, ensino quase tudo…não sei, vai que no futuro ele cuide de mim”

Com muita consciência, ela fala que teve problemas com os outros filhos…Ricardo era diferente e precisava mais da atenção. Mas a família entendeu e hoje todos homens feitos e compreendem essa relação de dependência.

” eu sem o Ricardo, é como se  eu estivesse sem os braços”

Realmente uma lição a relação que  essa mãe estabeleceu entre o filho, autismo, ela, família e sociedade. Dalva tem dois livros publicados pela editora Rocco : “Mãe me ensina a conversar” e “Mãe, eu tenho direito!” e nesse último reuniu durante 7 anos as conquistas e melhoras alcançadas pelo filho. E ainda divide conosco vídeos das conquistas, evoluções e do jeito puro de ser do Ricardo em uma página no facebook Dalva Tabachi.

 

Obrigada Clarice ( Sisters & Mommies ) por itermediar esse bate papo e parabéns Dalva por ser luz na vida de tantas outras mães.

bjos

Renata Chiarello

 

Renata Chiarello

Oi, eu sou Renata Chiarello mãe da B. Uma mãe que alterna loucura e equilíbrio (afinal qual mãe não é assim, né?). Uma mãe que quer desvendar e mostrar o mundo. Uma mãe que descobre todos os dias, de diferentes formas, as maravilhas e dificuldades que a maternidade traz.

Related Posts

Comentários sobre este post

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *